sábado, 10 de outubro de 2020

TRIALIDADE

 

TRIALIDADE


O símbolo acima é a TRIQUETA, que pode ser interpretado como uma representação do infinito nas três dimensões ou, a trindade, a eternidade e a unidade.

Trialidade é aquilo que se refere a três idéias.

Nosso pensamento é marcado pela dualidade, início/fim, certo/errado, claro/escuro, alto/baixo, direito/esquerdo, preto/branco, bem/mal, entrada/saída, etc...

Tudo geralmente vem aos pares mas esse conceito está totalmente incompleto. Existe um meio. 

Todo caminho tem um início e um fim, mas existe um meio entre eles. Tudo que é claro tem um pouco de escuro e vice-versa. Entre o alto e o baixo existe o meio, etc

Nada está completo sem uma terceira dimensão. Tudo tem um meio termo.

A perspectiva da trialidade está diretamente relacionada ao passado, presente, futuro; ao começo, meio e fim;  

Mediante esse conceito de trialidade, nada está completamente certo ou completamente errado.

A trialidade é síntese de tudo, é a completude.



33

 

“A Evolução é a Lei da Vida, o Número é 
a Lei do Universo, a Unidade é a Lei de Deus. A matemática 
é o alfabeto  com o qual Deus escreveu o universo.”  
(Pitágoras)

33


Os números expressam as leis do Universo

A cada 33 anos a rota do sol sincroniza com a rota da lua, 

São 33 os ciclos lunares de uma  gestação em média.

33 foram os anos que Jesus viveu na Terra e 33 foram os milagres que Ele realizou.

São 33 as litanias dos anjos

O Rei Davi reinou por 33 anos

O templo do Rei Salomão media 33 pés 

Na Cabala há 33 caminhos que servem de ponte entre as "Sefirots" da árvore da vida

33 na escala de Newton, a temperatura que a água ferve

A Divina Comédia de Dante está divida em 3 partes cada uma contendo 33 estrófes.

O livro Tibetano dos mortos fala de 33 céus governados por Idra e 33 céus governados por Mara

São 33 os deuses védicos

São 33 os graus da Maçonaria

33 são as vértebras da nossa coluna

Há 33 voltas completas na sequência do nosso DNA

A grande pirâmide de Quéops tem 33 câmaras

O triangulo das Bermudas fica no paralelo 33

O número 33é a chave numérica do selo da estrela de seis pontas, dos triangulos que se cruzam e que simboliza a busca por conseguir o equilibrio entre o espiritual e o material, mediante uma atitude mental positiva e construtiva. Simboliza a ascensão mediante o despertar.

33 ressoa com as energias da compaixão, da inspiração, da disciplina, da resignação, da coragem. 

O 33 nos diz que todas as coisas são positivas quando nos alinhamos como o nosso propósito divino.




 

MANDALAS


 Mandalas


O primeiro criatura que criou uma mandala em nosso planeta não foi o homem mas uma aranha. As mandalas estão em toda parte, nos cristais de gelo, na iris de nossos olhos, nas flores, galáxias etc... Possuem a geometria sagrada do Universo.

Mandala é uma palavra sânscrita que significa símbolo, círculo.   

A mandala também foi utilizada pelo estudioso suíço Carl Jung (1875-1969) para explicar a psiquê humana. Jung fazia uma analogia entre a composição da mandala e os três níveis de consciência que temos.

O ponto central da mandala é identificado com o self, a essência do nosso ser, do qual tudo converge ou irradia. As primeiras figuras da mandala seriam o inconsciente pessoal e, finalmente, as bordas mais afastadas seriam o inconsciente coletivo.

Quando criamos uma mandala estamos fazendo conexão direta com nosso ser de forma total, nos harmonizando e equilibrando. As formas trabalham o lado direito e racional do nosso cérebro e as cores o lado esquerdo e emocional.   As cores e símbolos que utilizamos fazem referência direta ao nosso estado emocional.

Mandalas não são simples desenhos mas sim uma ferramenta poderosa que nos conecta com a nossa essência e com o Universo simultaneamente.

Em alguns lugares as mandalas são criadas em areia e assim que ficam prontas são imediatamente destruídas para simbolizar a efemeridade do ser, em outros, elas são levadas a lugares sagrados para que outras pessoas se beneficiem da sua vibração. 

As mandalas são uma forma de meditação em movimento que organiza nossa mente trazendo paz e equilíbrio. Isso facilita a forma com que lidamos com nossas questões cotidianas porque passamos a enxergar a vida com mais clareza, de forma mais conectada.

Equilíbrio, concentração, foco, presença, entrega, harmonia, organização mental, fluidez, autoconfiança, amor próprio, paciência, raciocínio, criatividade, transformação, esses são alguns dos benefícios que as mandalas nos proporcionam.




DESPERTAR DA NOSSA CRIANÇA POR MAYA JURISIC


 DESPERTAR DA NOSSA CRIANÇA

por Maya Jurisic


A criança interior, presença que habita o nosso inconsciente e esta o tempo todo conosco, é um dos arquétipos que mais se manifestam ao longo de nossa vida - mesmo que não percebamos.

Seus aspectos positivos são pureza, inocência, alegria, criatividade, amor e sensibilidade que é tão própria da infância.

É a expressão da nossa própria criança, aquele ser que éramos quando pequenos. Puros, curiosos, criativos, sonhadores e totalmente abertos para a vida.

Por conta da inocência desse período nos tornamos verdadeiras "esponjas" e o que nos acontece nos marca profundamente.

Absorvemos tudo o que está ao nosso redor. Aceitamos tudo o que recebemos de braços abertos, pois ainda não temos uma série de partes de nós amadurecidas.

Assim, vamos aprendendo a enxergar o mundo de acordo com o que nos apresentam e formamos nossas crenças fundamentais.

Se temos um bom contato com o sentimento de amor, por exemplo,  tendemos a desenvolver uma personalidade equilibrada, com maior autoestima e sensação de valor próprio.

Do contrário, ficamos propensos a ter diferentes desequilíbrios e manifestamos os aspectos negativos do arquétipo da criança. Se as crenças geradas nessa fase forem contrárias ao nosso desenvolvimento saudável, tendemos a desenvolver baixa autoestima, carência, tristeza, agressividade, timidez exagerada, sensação de inadequação e outros incômodos.



Justamente ser no período da infância que formamos as crenças que nos acompanham ao longo de toda nossa vida, descobrir quais elas são se torna um passo muito importante para ressignificar a forma como vivemos e enxergamos o mundo.

Muito disso, então, pode ser encontrado quando olhamos mais de perto e com dedicação para nossa criança interior.

Entrar em contato com ela se torna uma grande chave para nos aprofundamos no autoconhecimento.

Conforme crescemos, tendemos a esquecer que nossa criança está ali e, principalmente, que precisa de cuidados.

Ao olhar para o passado, na fase adulta, podemos até achar que as questões e mágoas da infância estão resolvidas e compreendidas.

Pode ter sido um jeito estranho com que falaram conosco, um desencontro com a mãe que nos fez pensar que ela havia nos abandonado, a dificuldade de encarar o primeiro dia da escola....

Porém a nossa criança, então ferida, segue com essa dor por muito mais tempo do que imaginamos, e sempre chega o memento em que fica evidente a necessidade de olharmos para ela e a curarmos.

Essas dores existem por não ter sido atendida, de alguma forma, a nossa necessidade primordial: sentirmos que somos amados e aceitos profundamente como somos.

Por isso é crucial olharmos para essa criança e entendermos suas feridas e necessidades, pois uma infância mal compreendida e cuidada nos torna adultos infantis.

E as decisões que vamos tomando ao longo da vida acabam tendo influência  dos aspectos negativos do arquétipo da criança devido ao medo e à dor que carregamos. Nos movemos pelo mundo com imaturidade e segurança, vendo o que existe ao nosso redor como uma ameaça à nossa integridade.

Portanto, é nosso papel, enquanto adultos, cuidar da nossa criança, fazer prosperar o que há de melhor nela. Afinal, nós adultos temos toda a capacidade de oferecer amor à nossa própria criança para que ela se sinta amada.

Além desse contato ser benéfico para nós mesmos, por meio dele podemos fazer curas sistêmicas em toda nossa família. Existe uma oportunidade muito clara de tomar a vida e a criança nas nossas próprias mãos: podendo finalmente romper com os padrões negativos que estão há tanto tempo na nossa linhagem.

Assim, podemos permitir que nossa verdadeira essência ressoe e viva de forma mais livre, não condicionada pelas dores do passado. E essa informação tão forte passará a fazer parte das nossas próximas gerações, pois quando nos libertamos, libertamos também os que vêm antes e depois de nós.

A partir dessas curas intensas, reconhecemos a criança que está sempre dentro de nós. Por tanta pureza  que ela carrega, guarda também uma chave super importante: a da nossa FELICIDADE.

Com uma simples pergunta a ela, por exemplo, como " o que te faz realmente feliz", podemos encontrar a resposta que precisamos para dar os passos em direção a uma vida mais plena e conectada com a nossa essência.

Então, quando nos integrarmos com ela e a curarmos, se consolida dentro de nós uma fonte inesgotável de alegria, criatividade e vontade de viver, autoconfiança e leveza.

O mundo ganha novas cores, a vida se torna uma aventura. Nosso olhar para a existência muda e passamos a querer desvendar o que encontramos pelo caminho, assim como as crianças.

(WORKSHOP "O Poder das Mandalas"  MAYA JURISIC)