sexta-feira, 18 de julho de 2014

GRIMOIRE



GRIMOIRE

Houve um tempo em que a humanidade era bem mais primitiva que a atual e desconhecia quase tudo sobre o mundo, então vieram os "anjos caídos"e encarnaram na Terra, tornando-se mortais. Eles eram seres de outras dimensões e estavam destinados a ajudar a população terrena a evoluir. Trouxeram com eles a sabedoria que possuíam e a transmitiram para os que aqui habitavam. Para a grande maioria, os feitos que realizavam eram sobrenaturais daí começaram a ser chamados de deuses.

A magia foi por eles difundida durante vários séculos e, como já era de se esperar, muitos que aprendiam as artes mágicas começaram a usá-la de forma inadequada para tirar vantagens sobre os outros de alguma forma. Por esta razão, aos poucos a magia começou a ser caçada e aniquilada. O auge foi na época da Inquisição quando as "bruxas" foram alvo principal de grandes perseguições e seus livros e conhecimentos queimados com elas. 

Encarnação após encarnação as lembranças da magia foram sendo apagadas da mente dos humanos e nos dias atuais ela é usada como forma de entretenimento. Algumas poucas pessoas sabem fazer um feitiço ou outro que, digamos assim, ainda são permitidos, mas a verdadeira magia, essa não é mais praticada.

Todos os feitiços foram compilados em um grande livro - O Grimoire - que está guardado literalmente a sete chaves no plano astral. Sete bruxas são responsáveis pela segurança do livro e cada uma delas possui uma das chaves e ele só pode ser aberto na presença de todas. Existe atualmente na Terra alguns livros similares ao verdadeiro Grimoire mas nenhum deles chega a milésima parte do que contém no verdadeiro.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

SOMOS O QUE COMEMOS


Somos o que comemos


A alimentação funciona como produtora de estados vibratórios e é fundamental para o equilíbrio dos nossos corpos físico/mental/espiritual.

A ação energética reequilibrante para nosso organismo humano encontra-se principalmente nos vegetais e minerais. Sendo assim, é deles que depende nossa saúde. Portanto, em nosso cardápio, só deveria haver tais elementos. Entretanto, não é assim que a grande maioria se alimenta. Carne é item constante na alimentação da grande massa. Porém, a carne de outros animais é impregnada de vibrações do ser inteligente em processo de desenvolvimento. 

Quando sua estrutura física é bombardeada  pelos elementos hormonais desencadeados pelo medo ou pela agressividade, além de repercutirem sobre sua estrutura energética, as atitudes mentais que  originaram as respostas metabólicas produzem descargas que impregnam a carne e se transportam para quem as come. Sendo assim, ao consumirmos carne de outros animais, consumimos também as energias degradantes que ficaram impressas no momento de sua morte, consumimos toda dor, sofrimento e raiva pelas quais o animal passou antes de morrer. Ao comermos carne, essa carga energética negativa é automaticamente transferida para quem a come. Os que se alimentam de carne, somente depois de um grande esforço reequilibrante do organismo é que conseguirão se libertar dos efeitos. Se acrescermos a esse fator as nossas próprias angústias, frustrações, medos, raiva e decepções teremos com certeza um organismo doente.

Comer carne de mamíferos é praticamente como comer um parente próximo, já que somos mamíferos na escava evolutiva. Só porque somos os mais "inteligentes" não significa que podemos fazer tudo que quisermos, ao contrário, deveríamos usar tal inteligência para aprendermos formas mais adequadas e menos nocivas de nos alimentar.  

Talvez os danos que a carne proporciona ao corpo físico não sejam visíveis aos nossos olhos pouco treinados mas com certeza é nítido o degrado que proporciona ao nosso perispírito.
Vamos evoluir!!!! 

sábado, 21 de junho de 2014

LUA - HERDEIROS DO NOVO MUNDO





Trecho extraído do livro "Herdeiros do Novo Mundo" ditado pelo espírito de Lucius e psicografado pelo médium André Luiz Ruiz.

O texto trata do encaminhamento das almas que não mais habitarão a Terra para a Lua onde farão breve estágio antes de serem transferidas para seu destino final.


O ambiente espiritual da Lua estava transformado pelo cosntante abastecimento de entidades retiradas das esferas  vibratórias ao redor do núcleo rochoso da Terra. Por isso, seu clima psíquico era lastimável. Multidões em movimento de manadas animalescas se atritavam, agarrando-se aos antigos vícios e condutas  que caracterizam seus interesses comuns. Violência e perversidade se conjugavam no entrechoque do ódio, do desejo do mal, da revolta e do crime. Compostas em sua maioria por espíritos impuros, aqueles cujas características predominantes são o desejo do mal, a indiferença ao Bem, a inclinação para todos os vícios e o combate às virtudes, tais multidões se nutriam dos defeitos que as faziam algozes de si próprias. Inconformadas com o afastamento compulsório do ambiente terreno de onde julgavam que jamais seriam banidas, unidas pelo pavor do desconhecido. Aquelas almas sabiam, no íntimo que algo muito grave lhes ocorria, e o temor do futuro lhes repercutia nas condutas desesperadas.

Seres monstruosos, animalescos, tirados das entranhas da Terra, como que libertados de cadeias lodosas, se arrastavam asselvajados, confusos e violentos diante da nova condição. Calor e frio, escuridão e luz intensa promoviam no âmago de todas. Entidades menos atrasadas, pertencentes a outros graus de evolução  que não o dos Espíritos Impuros, também fugiam dos ataques de seus irmãos de sofrimento, migrando pra outras regiões do satélite estéril , como andarilhos aterrorizados que nunca houvessem encontrado um pouso seguro.
Por toda parte desolação e desespero, sem portas para a fuga através do suicídio,  da morte deliberada, do enlouquecimento. Em verdade, a loucura já se havia instalada no seio de cada um deles, alienação vivida consciente ou inconscientemente, sem que se encontrasse uma medicação paliativa aos efeitos angustiosos.
Ao longe, nascendo no horizonte lunar, o Planeta Azul, o berço generoso que tanto sofrera com os ataques da ignorância, que tanto suportara o peso explorador daqueles indiferentes espíritos que, nele tendo assumido corpos destinados a serem instrumentos para a evolução da alma, mas não haviam feito do que se empenharem num domínio destrutivo, como um filho que, desejando mais do que o leite materno, cravasse os dentes no seio que o alimentasse para que dele arrancar a própria carne, indiferente ao sacrifício da mãe generosa.
Magnatas ególatras, governates corruptos, ditadores despóticos, líderes religiosos indignos, conquistadores ambiciosos, maigstrados venais, cienteistas doentes da inteligência, homens e mulheres inferiorizados  pelos hábitos pecaminosos de sua vida pessoal, por toda parte se viam assustados na companhia de outros seres ainda mais grotescos. Haviam  sidos os gazadores do mundo, os que conquistavam o  Bezerro de Ouro que, finalmente, encontravam-se no reino que tnato lhes havia seduzido.

REGENERAÇÃO DA HUMANIDADE



questões 33/34/35 - cap. XVIII - 
livro "A GÊNESE" / Allan Kardec 

A Regeneração da Humanidade

33. Portanto, a regeneração da Humanidade não exige absolutamente a renovação integral dos Espíritos: basta uma modificação em suas disposições morais. Essa modificação se opera em todos quantos lhe estão predispostos, desde que sejam subtraídos à influência perniciosa do mundo. Assim, nem sempre os que voltam são outros Espíritos; com frequência são os mesmos 
Espíritos, mas pensando e sentindo de outra maneira. 

Quando isolado e individual, esse melhoramento passa despercebido e nenhuma influência ostensiva alcança sobre o mundo. O efeito é bem diferente quando a melhora se produz simultaneamente sobre grandes massas, porque então – conforme as proporções que assuma numa geração – pode modificar profundamente as ideias de um povo ou de uma raça. 

É o que quase sempre se nota depois dos grandes choques que 
dizimam as populações. Os flagelos destruidores apenas destroem corpos, não atingem o Espírito; ativam o movimento de vaivém entre o mundo corporal e o mundo espiritual e, por conseguinte, o movimento progressivo dos Espíritos encarnados e desencarnados. É perceptível que em todas as épocas da História, uma era de progresso se seguiu após grandes crises sociais. 

34. Ocorre no presente um desses movimentos gerais, destinados a realizar uma remodelação da Humanidade. A multiplicidade das causas de destruição é um sinal característico dos tempos, visto que elas apressarão a eclosão das novas sementes. São as folhas que caem no outono e às quais sucedem outras folhas cheias de vida, pois a Humanidade tem suas estações, como os indivíduos têm suas várias idades. As folhas mortas da Humanidade caem batidas pelas 
rajadas e pelos golpes de vento, porém, para renascerem mais vivas sob o mesmo sopro de vida, que não se extingue, mas se purifica. 

35. Para o materialista, os flagelos destruidores são calamidades carentes de compensação, sem resultados aproveitáveis, pois na opinião deles os referidos flagelos aniquilam os seres para sempre. Para aquele, porém – que sabe que a morte unicamente destrói o envoltório – tais flagelos não acarretam as mesmas consequências e não lhe causam o mínimo pavor; ele lhes compreende o objetivo e não ignora que os homens não perdem mais por morrerem juntos, 
do que por morrerem isolados, dado que, duma forma ou doutra, a isso hão de todos sempre chegar.  

Os incrédulos rirão destas coisas e as qualificarão de ilusórias; mas – digam o que disserem – não fugirão à lei comum; como os outros caíram, eles cairão na sua hora e, então, o que lhes acontecerá? Eles dizem: Nada! No entanto, viverão, a contragosto de si próprios e um dia se verão forçados a abrir os olhos. 

http://www.luzespirita.org.br/leitura/pdf/l5.pdf

para quem se interessar em ler toda a obra

GERAÇÃO NOVA



Questão 27/28 do livro / Cap. XVIII/
  "A Gênese" de Allan Kardec


A GERAÇÃO NOVA 


27. Para que os homens sejam felizes na Terra é preciso que ela seja povoada 
somente por Espíritos bons – encarnados e desencarnados – que se dediquem 
somente ao bem. Havendo chegado o tempo, grande emigração se verifica dos 
que a habitam: a dos que praticam o mal pelo mal, ainda não tocados pelo 
sentimento do bem, os quais, já não sendo dignos do planeta transformado, 
serão excluídos, porque senão ocasionariam de novo a perturbação e confusão 
e seriam obstáculo ao progresso. Irão expiar o endurecimento de seus corações, 
uns em mundos inferiores, outros em raças terrestres ainda atrasadas, 

equivalentes a mundos daquela ordem, a quem levarão os conhecimentos que  
tenham adquirido e tendo por missão fazê-las avançar. Espíritos melhores os 
substituirão e farão que reinem em seu meio a justiça, a paz e a fraternidade. 

No dizer dos Espíritos, a Terra não terá de se transformar por meio de 
um cataclismo que aniquile de súbito uma geração. A atual desaparecerá 
gradualmente e a nova lhe sucederá do mesmo modo, sem que haja mudança 
alguma na ordem natural das coisas. 

Por isso, tudo se processará exteriormente, como deve acontecer com a 
única e capital diferença de que uma parte dos Espíritos que encarnavam na 
Terra aí não mais tornarão a encarnar. Em cada criança que nascer, em vez de 
um Espírito atrasado e inclinado ao mal, que antes nela encarnaria, virá um 
Espírito mais adiantado e propenso ao bem. 

Muito menos se trata de uma nova geração corpórea, do que de uma 
nova geração de Espíritos. Sem dúvida, neste sentido é que Jesus entendia as 
coisas quando declarava: “Digo-vos, em verdade, que esta geração não 
passará sem que estes fatos tenham ocorrido”. Assim, ficarão decepcionados 
os que contem ver a transformação se operar por efeitos sobrenaturais e 
maravilhosos. 

28. A época atual é de transição e os elementos das duas gerações se 
confundem. Colocados no ponto intermediário, assistimos à partida de uma e à 
chegada da outra, já se assinalando cada uma, no mundo, pelas características 
que lhes são peculiares. 

As duas gerações que se sucedem têm ideias e pontos de vista opostos. 
Pela natureza das disposições morais, mas sobretudo das disposições 
intuitivas e inatas, torna-se fácil distinguir a qual das duas cada indivíduo 
pertence. 
Cabendo-lhe fundar a era do progresso moral, a nova geração se 
distingue por inteligência e razão geralmente precoces, juntas ao sentimento 
inato do bem e a crenças espiritualistas, o que constitui sinal indubitável de 
certo grau de adiantamento anterior. Não se formará exclusivamente de 
Espíritos eminentemente superiores, mas dos que, já tendo progredido, se 
acham predispostos a assimilar todas as ideias progressistas e aptos a ajudar o 
movimento de regeneração. 
Ao contrário, o que distingue os Espíritos atrasados é, em primeiro 
lugar, a revolta contra Deus, pelo fato de se negarem a reconhecer qualquer 
poder superior aos poderes humanos; a queda instintiva para as paixões 
degradantes, para os sentimentos antifraternos de egoísmo, de orgulho, de 
inveja, de ciúme; enfim, o apego a tudo o que é material: a sensualidade, a 
ambição, a avareza. 
É desses vícios que a Terra tem de ser expurgada pelo afastamento dos 
que teimam em não se refazer; porque são incompatíveis com o reinado da 
fraternidade e porque o contato com eles será sempre um sofrimento para os 
homens de bem. Quando a Terra se achar livre deles, os homens caminharão 
sem obstáculos para o futuro melhor que lhes está reservado, mesmo neste 
mundo, por prêmio de seus esforços e de sua perseverança, enquanto esperem  
que uma depuração mais completa lhes abra o acesso aos mundos superiores. 


http://www.luzespirita.org.br/leitura/pdf/l5.pdf -

para quem tiver interesse de ler o livro todo


quinta-feira, 19 de junho de 2014

HERDEIROS DO NOVO MUNDO


Este trecho foi extraído do livro "Herdeiros do Novo Mundo" - pag 499 a 501.
Trata-se da aproximação de um planeta em direção à Terra.
O trecho referido foi proferido pelo Doutor Bezerra de Menezes e é um alerta importante sobre o futuro que nos aguarda.

NIBIRU



"Trata-se de mundo conhecido das lendas antigas como portador da destruição, causador de traumas geológicos e mudanças bruscas na estrutura magnética e elétrica da Terra, isso sem falar no caos civilizatório que, em todas as suas aproximações, sua influência provocou. Apesar disso, a sua aproximação é vista como um grande benefício para o aceleramento das mudanças. Ainda que nesta distância da órbita da Terra, suas magistrais dimensões e a grandeza de seu campo magnético-psíquico  já se fazem sentir ao longo de sua trajetória,  chegando aos homens bem antes de que sua massa se faça visível aos olhares aterrados. Sua presença energética desperta nos que lhe são afins as emoções grotescas, as práticas mais vis pelos vícios que alimenta, das baixezas morais que estimula porque, primitivo, como disse, tal orbe emite esses sinais que se conectam com os que se lhes assemelham em vibrações e desejos, alimentando-os com seu psiquismo, fortalecendo-os nos desejos e nas práticas inferiores. Precedendo-lhe a influência magnética e gravitacional que se avoluma, observa-se , há décadas, a piora dos padrões emocionais do planeta, o avolumar das crises sociais, dos crimes hediondos, das leviandades nos costumes, agora acrescidos das modificações climáticas, da surpreendente e inesperada variação do magnetismo planetário com modificação da posição dos polos da Terra. Fenômenos inusitados confundem a mente dos homens de ciência, cheios de teorias e cegos para a verdade. Várias instituições científicas estão informadas da aproximação desse corpo massivo, mas, por prudência ou por receio de se ridicularizarem, não se dispuseram ainda a reconhecer a emergência que se abate sobre toda a humanidade, preferindo adotar condutas contemporizadoras ou, até mesmo, procurando preparar as pessoas empregando recursos subliminares como filmes, reportagens, documentários de desastres, tratando do assunto de maneira ficcional. Gradualmente, porém, a influência gravitacional desse corpo planetário vai apertar seus laços sobre os demais planetas do sistema solar demarcando a sua trajetória com as naturais consequências de sua presença intrusa e gigantesca, aproximando-se do nosso Sol. Este é o corpo celeste que, como um imã poderoso, separará a limalha de ferro pelo poder que já exerce, e exercerá, ainda mais, sobre tudo o que se sintonize com sua vibração. Homens e Espíritos no mesmo padrão serão por ele reclamados como um patrimônio que lhe pertence, liberando a Terra para novas etapas  de crescimento e evolução. Talvez venha a ser confundido por muitos com um cometa, com um astro que se chocará com nosso planeta, com um mensageiro do mal pelo medo e aflição que provocará. Outros se valerão dele para atormentar seus irmãos de humanidade, tentando arrancar-lhes os últimos bens materiais que possuam. Mal intencionados se valerão de tal presença no Céu para apregoar o fim do mundo, levando o caos aos mais ingênuos e despreparados. Marcada por eventos cataclísmicos datados de milênios a humanidade sentirá a aproximação do novo ajuste de contas e cada qual saberá dizer se no fundo de si mesmo, fez o que deveria ter feito para a modificação de suas vibrações. Por fim a aproximação maior provocará as alterações geológicas, climáticas e energéticas que promoverão a depuração da humanidade pelo perecimento de muitos e pala separação das almas. Para ele serão levadas aquelas que já se encontram estagiando na superfície do satélite lunar. Batizado desde a antiguidade com diferentes  nomes, tais como Nibiru, Marduk, Hercóbulus, pela ciência chamado de planeta X, também apelidado de Astro Higienizador ou Chupão pelos espiritualistas de diversas vertentes, este é o Mundo Novo, mundo em formação dotado de uma humanidade primitiva que precisa de irmãos mais capacitados, treinados no aprendizado terreno que a ajudará, acelerando a sua evolução. E enquanto fazem isso, desbastam as próprias arestas ao que lhe fornecerá as oportunidades para lições novas de disciplina e transformação.

sexta-feira, 21 de março de 2014

SANTA CATARINA DE ALEXANDRIA




Santa Catarina de Alexandria



Santa Catarina de Alexandria, nasceu em 287 d,C, na cidade de Alexandria/Egito.Catarina era pagã e sua mãe, que já era cristã, empenhava-se em trazer a filha à Igreja.

Era moça muito culta,  dispunha de vastos conhecimentos  e com desenvoltura discutia filosofia, política e religião com os grandes mestres, coisa pouco comum naquele tempo, principalmente pelo fato de ser mulher.



Quando o seu pai, rei Costus, faleceu, Catarina retirou-se com a mãe Sabinela para as montanhas da Cilicia onde aprendeu sobre o cristianismo com Ananias, um velho sacerdote.

Porém, sua verdadeira fé só despertou depois de um sonho significativo que teve com Jesus. A partir daí, empenhou-se em aprender a religião cristã. Suficientemente preparada, recebeu  o santo batismo. Na época Catarina tinha 18 anos. Confiaram o reino a um governador e voltaram, mãe e filha para Alexandria.

Mais tarde, depois que sua mãe morreu, Catarina procurou relações de amizade com servos e servas de Deus e transformou a sua residência em lar cristão. Progrediu tão rapidamente na ciência divina que, dentro em pouco, era mestra na ciência da fé.

Na época quem governava Alexandria era o Imperador Romano Maximino Daio famoso por perseguir cristãos e Catarina, agora convertida, tentou dissuadi-lo a abandonar tal prática e converter-se também. Apontou a limitação do Imperador por ser pagão e, afirmou que o único Rei que existia era Deus e Jesus Cristo seu filho. O Imperador ficou furioso e mandou prendê-la até que viessem os 50 maiores sábios do mundo e a humilhassem por causa de sua argumentação aparentemente simples.

Dizem que  a fúria do Imperador não se dava apenas pelas crenças de Catarina ou pelo fato dela difundir o cristianismo que ele tanto abominava, mas sim o fato dela ter recusado seu convite para se tornar Imperatriz.

Quando os sábios chegaram, riram do Imperador por tê-los convocado para contra-argumentar com uma simples garota. Porém, o imperador os advertiu que, se conseguissem convencê-la, ele os presentearia com os melhores bens do mundo; mas se não conseguissem, ele os condenaria à morte. Catarina foi tão plenamente sábia nas suas colocações e argumentos que mesmo perante esta ameaça os sábios não conseguiram convertê-la. Pelo contrário, vencidos pela eloquência de Catarina, converteram-se ao cristianismo. Frustrado, o Imperador mandou prender e torturar Catarina na masmorra. Visitada na prisão pela esposa do imperador e pelo chefe de sua guarda, Catarina os converteu, fazendo o mesmo com inúmeros soldados. Mais enfurecido ainda, o Imperador mandou assassinar os sábios e sua esposa, lançou os guardas aos leões no Coliseu e  condenou Catarina à morte lenta na roda (instrumento de tortura que mutilava e causava grande sofrimento).

Mas quando foram amarrar Catarina na roda, ela fez o sinal da cruz e a roda quebrou. Então Maximino a decapitou  mas ao invés de sangue saiu leite de seu corpo.  Isso aconteceu em 25 de novembro de 305.


O corpo de Catarina desapareceu milagrosamente. Três séculos mais tarde,  o seu corpo, incorrupto, foi encontrado por monges e levado para o Mosteiro de Transfiguração, que foi construído pelo Imperador Bizantino Justiniano, no monte Sinai,  onde algumas das suas relíquias e o seu nome ficaram até hoje.


Uma particularidade sobre a roda:


Os atos do martírio eram descritos por escribas romanos que tinham ordens de relatar o martírio e dar pouca ênfase ao santo sendo martirizado de modo assustar os cristãos, pois a os atos eram expostos no local do martírio e na biblioteca em Roma. O martírio foi feito amarando-a a um poste e girava-se um roda de madeira com pás de ferro junto ao seu corpo e as pás iam dilacerando a carne num suplicio infernal. Os estudiosos dizem que as pás eram feitas, na época, de ferro, pelos mesmo ferreiros que faziam as ferraduras dos cavalos, de uma maneira grosseira, sem afiar a lamina, e desta forma, a carne era dilacerada por impacto e não por corte, provocando dores lancinantes, em especial na região dos seios. Mas com Santa Catarina a roda quebrou milagrosamente.




Catarina e Joana d'Arc

Foi ouvindo a voz de Santa Catarina que Joana d'Arc encontrou a espada que usaria em sua missão e que mudaria a história da França. 


Oração a Santa Catarina

Santa Catarina é considerada padroeira dos estudantes, filósofos e professores e também invocada pelos que trabalham com rodas e contra acidentes de trabalho.



Minha Beata Santa Catarina,
que beata entre as beatas e formosa como a lua,
quando entrastes na cidade,
achastes mil homens todos bravos como os leões,
abrandáveis os corações com a palavra da razão.
Assim rogo que abrandeis os corações dos nossos inimigos.
Olhos tenham e não me enxerguem,
boca tenham e não me falem,
braços tenham e não me atem,
pernas tenham e não me alcancem,
fiquem imóveis como pedra em seu lugar,
ouvi minha prece, virgem mártir,
para que eu alcance tudo o que vos rogo.
Santa Catarina
rogai por nós.
Ámen.