quarta-feira, 22 de agosto de 2012

PARÁBOLA DO FILHO PRÓDIGO



PARÁBOLA DO FILHO PRÓDIGO
 (Evangelho de São Lucas)

Um homem tinha dois filhos. Certo dia o filho mais jovem pediu ao pai a parte que lhe cabia na herança pois queria conhecer o mundo. 

O pai, embora não concordasse com a decisão do filho lhe deu o que lhe cabia e então ele partiu.

Passado algum tempo, o filho se viu na ruína, gastou todo seu dinheiro em bobagens e agora não lhe sobrara nem para comer. 

Diante de tal situação foi obrigado a procurar trabalho. Encontrou um criador de porcos que o empregou mas os porcos comiam mais e melhor que ele. Lembrou então de  seu pai e de como ele tratava bem aos seus empregados e decidiu voltar.

Chegando em casa novamente expôs sua fatídica jornada ao pai e pediu-lhe que o empregasse já que não se considerava mais digno de ser chamado de filho.

O pai não aceitou a proposta e mandou que matassem seu maior bezerro e fizessem uma grande festa pois seu filho estava de volta.

Enquanto isso, o filho mais velho, indignado com a atitude do pai, foi tirar satisfação com o mesmo alegando que a ele que era bom filho o pai se quer havia mandar matar uma galinha e ao outro que tudo fizera de errado recebia todas as honras.

O pai calmamente respondeu ao filho mais velho que ele sempre esteva ao seu lado e que tudo que lhe pertencia era dele, quanto ao seu irmão, este estava perdido e foi encontrado, estava morto e ressuscitou. 

domingo, 19 de agosto de 2012

SIMPLICIDADE


SIMPLICIDADE

A simplicidade autêntica irradia transparência no semblante do ser.

A pessoa que é simples não tem vaidade e tão pouco é ambiciosa, conhece o poder do que lhe é essencial para viver e vive bem.  
     
O primeiro passo para aprender a ser simples é exercitar o desapego à matéria, livrar-se do supérfluo.

O fato de termos que carregar nosso corpo material já nos é um fardo muito pesado e, quando acrescemos a isso, uma centena de objetos, acessórios, roupas e coisas desnecessárias, ficamos ainda mais pesados. 

Quanto menos coisas tivermos, mais leves e felizes seremos. 

Sei que num mundo como o nosso que é movido pelo consumo desenfreado, ser desapegado é algo quase impossível. Você não quer ficar usando o mesmo sapato, ou a mesma roupa,  ainda que estejam novos, nem quer se desfazer de objetos que talvez você nem saiba que os possuí. Você quer sim é comprar e comprar várias coisas novas que na maioria das vezes você nem precisa porque o mundo capitalista te induz.

Tudo bem em adquirir coisas novas desde que se desfaça das velhas primeiro e que você realmente esteja precisando daquilo.

A simplicidade é tão simples que basta pequenas ações para que ela se torne grandiosa dentro de você.

EXPERIMENTE!!!

terça-feira, 14 de agosto de 2012

TIPOS DE REENCARNAÇÃO


TIPOS DE REENCARNAÇÃO

Alguns de nós juram que não pediram para nascer mas nem sempre nos lembramos daquilo que pedimos. As vezes imploramos para nascer porque reconhecemos a importância da reencarnação para o nosso progresso. As vezes você pode até escolher a família na qual deseja nascer, dependendo é claro do seu merecimento. Tudo é bem combinado antes de você vir para a Terra. Você pode até não lembra mas com certeza concordou com os termos.

Existem basicamente 3 tipos de encarnação:

Primeira = é aquela encarnação obrigatória sem o consentimento do espírito. Quando o espírito é ainda pouco esclarecido e teima em reincidir no erro, ele é convidado, por livre e espontânea pressão, a encarnar. Desta maneira ele mergulha temporariamente no véu do esquecimento e tem a chance novamente de se redimir e tentar acertar.
Segunda = é a encarnação consentida na qual o espírito pede para retornar. Essas reencarnações são muito bem planejadas e as vezes o espírito tem de esperar décadas até que chegue a hora certa. São geralmente espíritos esclarecidos que sabem que através da encarnação podem "queimar" seus carmas.
Terceira = é a encarnação na qual o espírito vem em missão. Nestes casos o espírito vem para ajudar sem que necessariamente ele precise. São geralmente espíritos de luz, bem preparados e que colaboram muito para a evolução da humanidade.    

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

DEPOIS DA MORTE


 O QUE ACONTECE DE FATO DEPOIS QUE NOSSO CORPO MORRE

A primeira coisa que é preciso saber sobre a morte é que quando se morre nada acaba, só o seu corpo físico. As pessoas vivas não te vêem mais, mas você continua se vendo igualzinho como era e também vê as pessoas vivas e as mortas.

O que morre é apenas o corpo de carne pois é a alma que o anima e quando ela se desliga do corpo ele fica inerte. Dependendo do seu grau de evolução e de quem está te esperando do outro lado e é claro, do seu merecimento, após a morte, você vai para um lugar legal ou não. 

Se morreu porque levou um tiro por exemplo, e ainda não estiver preparado para receber ajuda, ficará sangrando e sentindo dor como se estivesse vivo até que possa ser ajudado e isso pode demorar. Se morrer por insuficiência respiratória pode ficar sentindo falta de ar até vir o resgate. Entretanto se você souber rezar e pedir ajuda de coração sincero e arrependido, logo será ajudado e levado a um local onde será "energizado" e "curado".

Após se recuperar, deverá reiniciar sua vida lá no céu, buscando um trabalho, caso você ainda não tenha um. Sim, porque muitos de nós temos emprego lá no céu e continuamos trabalhando mesmo quando estamos encarnados. 

Tudo é uma continuidade, portanto, suas ações do presente definem o que você vai encontrar do outro lado quando voltar para lá após sua morte, pois, voltamos para lá todas as vezes que dormimos.

sábado, 11 de agosto de 2012

SANTA CLARA DE ASSIS FOI A REENCARNAÇÃO DE MARIA DE NAZARÉ


SANTA CLARA DE ASSIS E MARIA DE NAZARÉ

Algumas vezes, anjos de altíssima luz se prontificam a descer à Terra e se passarem por um de nós para nos ensinar lições valiosas através do exemplo. 

Dizem que Santa Clara é a reencarnação de Maria de Nazaré, mãe de Jesus, assim como São Francisco é a reencarnação de São João Evangelista e que ambos vieram em missão à Terra para trazer luz numa era de trevas.
 
Santa Clara nasceu Chiara Scifi da tradicional família Offreducci em Assis, Itália, no ano de 1193, no dia 16 de julho. Filha mais velha de Favarone Scifi, homem severo e de muitas posses e Ortolana Fiune, mulher religiosa. Teve mais 2 irmãs, Agnes e Beatriz.

Quando sua mãe estava grávida dela, recebeu uma inspiração divina que lhe disse que o fruto do seu ventre seria uma luz no mundo, que a criança seria mais luminosa que a  própria luz do dia. 

Desde muito pequena, Clara já era diferente das outras crianças e ao invés de brincar, gostava de rezar e fazer penitência. Aos 4 anos de idade realizou seu primeiro milagre curando uma outra criança que tinha peste. As curas continuaram por toda sua vida.

Sempre que saia para passear, enchia seus bolsos de moedas para doar aos pobres e o fazia sempre acompanhado de um lindo sorriso. Muito severa consigo mesma, não se cansava de praticar caridade e tinha aversão a exibicionismos e vaidades. Não se conformava com as desigualdades sociais.

Quando completou 18 anos, seus pais queriam arranjar-lhe um casamento, pois era jovem muito cobiçada devido a sua grande beleza e fortuna. Clara por outro lado tinha outros planos para sua vida. 

Durante uma missa no domingo de ramos na qual frei Francisco era o orador, recebeu das mãos do próprio bispo o  mais alto símbolo da igreja: a palma mística e interpretou tal fato como um sinal de chamado para dar início a sua missão. Naquela noite, depois que todos já tinham dormido, Clara fugiu de casa e foi encontrar-se com Francisco na igreja na qual fez os votos diante do altar da Virgem Maria cortando seus longos cabelos loiros, consagrando-se à Deus.

Seu pai, inconformado com a decisão da filha, mandou seu tio ir buscá-la no convento das Beneditinas no qual ela estava abrigada. Quando chegou lá, Clara tirou o véu da cabeça e mostrou os cabelos cortados bem curtos para provar que não era mais Clara Scifi e sim irmã Clara e que não teria como mudar sua decisão pois já havia sido ordenada.

Passado menos de um mês que Clara havia deixado o lar de seus pais para viver na pobreza, sua irmã Agnes, na época com apenas 14 anos, seguiu seus passos e se juntou a ela no convento. Na ocasião seu pai novamente enviou o tio para regatá-la e de fato ele quase o conseguiu não fosse por intervenção de Clara que orou e fez com que o corpo da irmã se tornasse pesado qual chumbo de modo que nem todo exercito de homens que o pai havia enviado conseguiu remove-la do lugar. Por fim desistiram e foram embora. Mais tarde sua outra irmã Beatriz também foi para o convento e por último sua mãe Ortolana, depois que se tornou viúva.


Clara era realmente abençoada e realizou incontáveis milagres durante toda sua vida. Dentre eles fez a multiplicação dos pães, curou leprosos, cegos, cochos e outros enfermos. Sua "santidade" era conhecida por toda Itália e muitos ficavam a beira da estrada aguardando o momento que talvez pudessem avistar Clara das janelas do mosteiro pois acreditavam que a simples visão da moça seria suficiente para curarem-se de suas mazelas.

Certo dia um leproso bateu à porta do convento de São Damião onde Clara vivia em clausura junto as demais freiras. Ela exitou em auxilia-lo pois não tinha permissão para abrir as portas do convento entretanto um emissário dos Céus apareceu-lhe e disse que até Jesus havia quebrado protocolo dos homens para atender os desígnio de Deus e que ela tinha autorização para atender o moribundo que clamava por seu nome. Clara então o acolheu e junto das demais freiras cuidaram do homem que era portador de lepra. Muito sensibilizado com a acolhida o homem que se chamava Lívio disse que era muito rico e que se fosse curado doaria todos os seus bens para a igreja e começaria nova vida ao lado do irmão Francisco. E assim se deu, após uma semana Lívio estava totalmente curado graças ao dom de irmã Clara.

Em outra ocasião para defender a cidade de Assis da invasão dos Sarracenos ela pegou o ostensório com a hóstia e enfrentou o chefe dizendo-lhe que Jesus era mais forte. Surpreendentemente, eles foram tomados por um pavor inexplicável e fugiram desesperados. Também não podemos esquecer as inúmeras curas que promoveu.

Clara era muito severa para consigo e frequentemente fazia penitencias e jejum. Alimentava-se tão pouco que foi preciso que irmão Francisco interviesse pedindo-lhe que não mais o fizesse pois sua saúde já não aguentava mais. Cuidava para que todas as irmãs trabalhassem arduamente e jamais deixava que o ócio se instalasse. 


Em 1215, recebeu das mãos do próprio Papa Inocêncio III uma carta de convocação para que se tornasse Abadessa e fundasse então a ordem das Clarissas, ramo feminino da Ordem Franciscana. 




Irmã Clara viveu praticamente toda sua vida na mais estrita pobreza praticando o amor e a doação sem nunca se cansar. Morreu em 11 de agosto de 1253 aos 60 anos dos quais, 28 passou severamente doente, porém, nunca se ouviu uma reclamação se quer sair de sua boca. Dois anos após sua morte, em 1255, Clara foi declarada Santa pela Igreja Católica.

Em 1850, exatamente 597 ano após a morte de Clara, seu corpo foi exumado e para a surpresa de todos ele estava intacto. Atualmente, o corpo de Santa Clara está exposto na basílica de Santa Clara em Assis, Itália, e fica aberto a visitação.     





sexta-feira, 10 de agosto de 2012

O GRANDE LIVRO DA VIDA


O GRANDE LIVRO DA VIDA

Algumas pessoas já nascem querendo aprender, saber tudo de tudo, são ávidas por conhecimento; outras pessoas já são mais desligadas e não ligam para nada; uns gostam da noite e outros do dia; uns gostam do branco e outros do preto!

Existe gente de todo tipo e o que nos faz ser tão diferentes uns dos outros não é apenas a nossa herança genética ou a nossa personalidade, mas o que conta de fato são as impressões que o indivíduo traz em sua almaNossa alma é como um grande livro que já começou a ser escrito bem antes de nascermos como humanos e que nunca acaba de ser escrito.

Todas as nossas ações ficam impressas e não se apagam. Portanto, se você comete um erro, ele fica registrado na sua alma e para corrigi-lo é preciso grandes boas ações. Nossos erros são como machucados que se fecham com o tempo mas deixam as cicatrizes.

Como a vida é contínua, basicamente continuamos  com os mesmos gostos e preferências, mesmo após a morte. Nosso livro nunca para de ser escrito. 

Se por  a pessoa é apegada a algum tipo de vício, a morte não irá fazer com que esse vício acabe, ao contrário, ela vai continuar buscando no plano espiritual maneiras de alimentar o seu vício, e acreditem, existem tais maneiras por lá também.

Assim é para todas as coisas, boas e más e assim o livro da vida vai sendo escrito dia após dia, página por página e se ele será um bom livro depende exclusivamente do que vamos escrever nele.

domingo, 5 de agosto de 2012

HISTÓRIA SEM FIM


HISTÓRIA SEM FIM

O espírito humano é formado por uma gama de experiências anteriores a experiência humana, em diversas categorias dos diversos reinos que já estagiou e que o definiram como ele é.

Somos uma página em branco que pertence a um grande livro da nossa existência que começou a ser escrito antes de nos tornarmos gente, quando ainda éramos apenas um "sopro".

Fazemos parte de um continuum e por essa razão as preferências anteriores que adquirimos em experiências passadas continuam fazendo parte do nosso ser. 

Se em determinada encarnação você é um exímio pianista e, gostava muito de tocar, quando retorna à Terra numa próxima encarnação, mesmo que não tenha contato algum com o piano, sempre que ouvir vai sentir algo estranhamente bom.

Da mesma forma, uma pessoa viciada em algum tipo de droga, após a morte continuará buscando no plano espiritual maneiras de continuar sustentando seu vício e ao reencarnar novamente, embora seja "preparada" para não cometer os mesmos erros do passado, sua inclinação para as drogas sempre será seu ponto fraco.

Desse modo, encarnação após encarnação, vamos escrevendo nossa história sem fim.