sábado, 10 de outubro de 2020

DESPERTAR DA NOSSA CRIANÇA POR MAYA JURISIC


 DESPERTAR DA NOSSA CRIANÇA

por Maya Jurisic


A criança interior, presença que habita o nosso inconsciente e esta o tempo todo conosco, é um dos arquétipos que mais se manifestam ao longo de nossa vida - mesmo que não percebamos.

Seus aspectos positivos são pureza, inocência, alegria, criatividade, amor e sensibilidade que é tão própria da infância.

É a expressão da nossa própria criança, aquele ser que éramos quando pequenos. Puros, curiosos, criativos, sonhadores e totalmente abertos para a vida.

Por conta da inocência desse período nos tornamos verdadeiras "esponjas" e o que nos acontece nos marca profundamente.

Absorvemos tudo o que está ao nosso redor. Aceitamos tudo o que recebemos de braços abertos, pois ainda não temos uma série de partes de nós amadurecidas.

Assim, vamos aprendendo a enxergar o mundo de acordo com o que nos apresentam e formamos nossas crenças fundamentais.

Se temos um bom contato com o sentimento de amor, por exemplo,  tendemos a desenvolver uma personalidade equilibrada, com maior autoestima e sensação de valor próprio.

Do contrário, ficamos propensos a ter diferentes desequilíbrios e manifestamos os aspectos negativos do arquétipo da criança. Se as crenças geradas nessa fase forem contrárias ao nosso desenvolvimento saudável, tendemos a desenvolver baixa autoestima, carência, tristeza, agressividade, timidez exagerada, sensação de inadequação e outros incômodos.



Justamente ser no período da infância que formamos as crenças que nos acompanham ao longo de toda nossa vida, descobrir quais elas são se torna um passo muito importante para ressignificar a forma como vivemos e enxergamos o mundo.

Muito disso, então, pode ser encontrado quando olhamos mais de perto e com dedicação para nossa criança interior.

Entrar em contato com ela se torna uma grande chave para nos aprofundamos no autoconhecimento.

Conforme crescemos, tendemos a esquecer que nossa criança está ali e, principalmente, que precisa de cuidados.

Ao olhar para o passado, na fase adulta, podemos até achar que as questões e mágoas da infância estão resolvidas e compreendidas.

Pode ter sido um jeito estranho com que falaram conosco, um desencontro com a mãe que nos fez pensar que ela havia nos abandonado, a dificuldade de encarar o primeiro dia da escola....

Porém a nossa criança, então ferida, segue com essa dor por muito mais tempo do que imaginamos, e sempre chega o memento em que fica evidente a necessidade de olharmos para ela e a curarmos.

Essas dores existem por não ter sido atendida, de alguma forma, a nossa necessidade primordial: sentirmos que somos amados e aceitos profundamente como somos.

Por isso é crucial olharmos para essa criança e entendermos suas feridas e necessidades, pois uma infância mal compreendida e cuidada nos torna adultos infantis.

E as decisões que vamos tomando ao longo da vida acabam tendo influência  dos aspectos negativos do arquétipo da criança devido ao medo e à dor que carregamos. Nos movemos pelo mundo com imaturidade e segurança, vendo o que existe ao nosso redor como uma ameaça à nossa integridade.

Portanto, é nosso papel, enquanto adultos, cuidar da nossa criança, fazer prosperar o que há de melhor nela. Afinal, nós adultos temos toda a capacidade de oferecer amor à nossa própria criança para que ela se sinta amada.

Além desse contato ser benéfico para nós mesmos, por meio dele podemos fazer curas sistêmicas em toda nossa família. Existe uma oportunidade muito clara de tomar a vida e a criança nas nossas próprias mãos: podendo finalmente romper com os padrões negativos que estão há tanto tempo na nossa linhagem.

Assim, podemos permitir que nossa verdadeira essência ressoe e viva de forma mais livre, não condicionada pelas dores do passado. E essa informação tão forte passará a fazer parte das nossas próximas gerações, pois quando nos libertamos, libertamos também os que vêm antes e depois de nós.

A partir dessas curas intensas, reconhecemos a criança que está sempre dentro de nós. Por tanta pureza  que ela carrega, guarda também uma chave super importante: a da nossa FELICIDADE.

Com uma simples pergunta a ela, por exemplo, como " o que te faz realmente feliz", podemos encontrar a resposta que precisamos para dar os passos em direção a uma vida mais plena e conectada com a nossa essência.

Então, quando nos integrarmos com ela e a curarmos, se consolida dentro de nós uma fonte inesgotável de alegria, criatividade e vontade de viver, autoconfiança e leveza.

O mundo ganha novas cores, a vida se torna uma aventura. Nosso olhar para a existência muda e passamos a querer desvendar o que encontramos pelo caminho, assim como as crianças.

(WORKSHOP "O Poder das Mandalas"  MAYA JURISIC)





sexta-feira, 4 de setembro de 2020

JAPAMALA



JAPAMALA

Japamala é um cordão sagrado usado para ajudar a prática da meditação. A palavra Japamala tem origem sânscrita onde Japa significa "o ato de sussurrar repetidamente mantras, orações ou nomes de divindades" e Mala significa "guirlanda, cordão."

O Japamala facilita o contato como o Divino. Tem origem oriental , sendo principalmente utilizado por budistas tibetanos e iogues hindus que são incentivados a fabricar os seus próprios Japamalas.

Um Japamala pode conter 108 contas e mais uma conta central denominada de "meru". Também encontramos Japamalas com 54 contas, que seria metade do todo, ou ainda Japamalas com apenas 27 contas, que podem ser usado como pulserias.  As contas devem ser de madeira(sândalo), sementes, cristais ou pedras naturais, nunca de plástico ou vidro, pois estes materiais transmitem energias de acordo com sua qualidade molecular.

Segundo a tradição, 108 vezes é o número que se deve repetir um mesmo mantra para se alcançar um estágio superior de consciência. Portanto se seu Japamala for de 54 ou 27 contas voce deve repetir os mantras até atingir 108.

Além disso o número 108 é considerado um número sagrado pois o alfabeto sânscrito possui 54 letras-fonemas femininos e 54 letras fonemas masculino. Também é o número do chacra cardíaco que nos textos védicos  divide o tempo em passado, presente e futuro. E, apenas a título de curiosidade, 108 vezes é o número que o Sol é maior que a Terra.



domingo, 9 de agosto de 2020

TRIGO E JOIO

 


"A Parábola do Trigo e o Joio, é uma das parábolas de Jesus, que aparece em apenas um dos evangelhos canônicos do Novo Testamento. De acordo com Mateus 13:24-30 durante o Juízo Final, os anjos vão separar os "filhos do maligno" dos "filhos do reino". Wikipédia   

O trigo e o joio não tem diferença aos olhos assim como nós, os filhos de Deus, somos todos iguais perante a Ele. 

O que difere  um do outro é que um dá fruto e o outro é apenas "fogo de palha". Assim somos nos humanos, há os que trabalham e produzem frutos e há os que são improdutivos.

Mas ambos convivemos juntos, assim como o trigo e o joio, porém,  na época da colheita,  o trigo se curvara pelo peso do fruto produzido e o joio continuará de pé,  então serão facilmente separados.

"Cada um será julgado segundo suas obras "


domingo, 28 de junho de 2020

ANTAHKARANA






ANTAHKARANA


Palavra derivada do sânscrito que significa ANTAH = meio ou interior e KARANA = causa ou instrumento
Esse poderoso símbolo é usado em rituais tibetanos para cura e meditação.
Dizem que ele foi enviado à nós por um conselho de mestres superiores, supostamente de outro planeta, que vigiam a evolução da nossa galáxia, tendo sido apresentado á humanidade terrena durante o período lemuriano.
O simples fato de estar em sua presença traz efeitos positivos na sua mente.
Trata-se de um símbolo multidimensional representado por 3 números 7 unidos ao centro . O número 3 simboliza os 3 aspectos do ser: corpo, mente e espírito e o número 7 simboliza os 7 chakras, 7 cores, 7 notas musicais, 7 corpos.
Sua energia move-se de forma ascendente através das dimensões e por isso seu efeito é sempre benéfico.
O ANTAHKARANA é o caminho, ponte, fio condutor, que nos leva a níveis mais altos de consciência e percepção.
ANTAHKARANA  masculino ou feminino são usados para ficarem se alinhar com o Universo.   O masculino é usado quando se busca uma energia mais assertiva e o feminino quando se busca uma energia mais compassiva.
Por tal razão, tenha sempre esse símbolo próximo a você, na sua casa, ou até mesmo debaixo do seu travesseiro, ele certamente trará boas energias.



sábado, 28 de dezembro de 2019

HERMETISMO



HERMETISMO

O Hermetismo é uma tradição religiosa, filosófica e esotérica que sobreviveu através dos séculos. Em seus princípios, afirma a existência de uma teologia única e verdadeira que está presente em todas as religiões.
Para os egípicios era conhecido como deus Tot, para os gregos Hermes Trismegisto, ou 3 vezes grande
São 7 os princípios ou ensinamentos do hermetismo e estão descritos em um livro sem autoria específica denominado Kybalion ou Cabalion
1- MENTALISMO
"O todo é a mente, o universo é mental"
2- CORRESPÔNDENCIA
"O que está em cima é como o que está em baixo e o que está em baixo é como o que está em cima"
3 - VIBRAÇÃO
"Nada está parado, tudo se move, tudo vibra"
4 - POLARIDADE
"Tudo é duplo, tudo tem polos, tudo tem o seu oposto, o igual e o desigual são a mesma coisa; os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em grau; os extremos se tocam; todas a verdades são meias verdades; todo os paradoxos podem ser reconciliados"
5 - RITIMISMO
"Tudo tem fluxo e refluxo; tudo tem suas marés; tudo sobe e desce; tudo se manifesta por oscilação compensadas; a medida do movimento à direita é a medida do movimento à esquerda; o rítimo é a compensação"
6 - CAUSA E EFEITO
"Toda causa tem seu efeito e todo efeito tem sua causa; tudo acontece de acordo com a Lei; o acaso é simplesmente um nome dado a uma Lei não reconhecida; há muitos planos de causalidade, porém nada escapa á Lei"
7 - GÊNERO
"O gênero está em tudo; tudo tem seu princípio masculino e seu princípio feminino; o gênero se manifesta em todos os planos"


quinta-feira, 15 de agosto de 2019

HEBREUS

HEBREUS

O principal legado deixado pelo povo hebreu foi o monotéismo, crença em um único Deus, que deu origem as maiores religiões da atualidade: Cristianismo, Judaísmo e Islamismo.

Vivia Abraão com sua tribo em Ur, Deus então lhe disse para que se mudasse para Canaã, atual Palestina, porque era a terra que Ele, o Senhor estava dando ao seu povo. Mandou Deus que Abraão se mudasse para Canaã e que sua tribo se multiplicasse assim como as estrelas no céu.

Estando Abraão e seu povo já instalados em Canaã, uma forte seca se abateu sobre eles e foram obrigados a se deslocarem para o Egito em busca de terras férteis. Lá foram escravizados por aproximadamente 400 anos até que Moisés, enviado de Deus os libertou e os conduziu de volta à Canaã. A libertação do povo Hebreu e chamada de Pessach, páscoa. 

Por 40 anos o povo Hebreu esteve no deserto e após a morte de Moíses, Josué, seu sucessor, conquistou novamente as terras que pertenciam ao seu povo mas que estavam ocupadas por outros povos. Após retomar a "terra prometida", Josué a dividiu em 12 tribos.

 As doze tribos de Israel eram lideradas cada qual por um "príncipe"e um juiz. Porém como vinham sofrendo muitos ataques dos povos vizinhos decidiram se unir em uma úncia tribo que foi liderada pelo rei Saul, coroado primeiro rei de Israel. Depois de Saul, Israel foi comandada por David, ungido do Senhor, e depois de David, por seu filho Salomão, que construiu o primeiro templo de Jerusalém.

Após a morte de Salomão houve a divisão do reino de Israel em dois, Samaria como capital do reino de Israel e Jerusalém como capital do reino de Judá. Enfraquecidos, o reino de Israel foi invadido pelos Assírios  e o reino de Judá foi invadido pelos Babilônicos. A liberdade só foi reconquistada após os Babilônicos serem dominados pelos Persas. Então foi construído o segundo templo de Salomão, que também foi destruído por Roma, anos depois, na diáspora judaica.

Em 1948 foi criado o Estado de Israel. Judeus espalhados por várias partes do mundo migraram para o território ocupado outrora pelo povo Hebreu. Conflitos entre judeus israelitas e árabes palestinos permanecem até hoje.



terça-feira, 30 de julho de 2019

O HOMEM SEM RELIGIÃO



O HOMEM SEM RELIGIÃO

A religião segrega o homem. O homem não precisa de templos para falar com Deus porque Deus está dentro de cada um de nós. Entretanto, os templos exercem um papel fundamental que é o de unir pessoas com pensamentos semelhantes e possibilitar que elas troquem conhecimentos e aprendam mais sobre DEUS.

Porém, um mundo sem religião será um mundo livre onde todos amarão ao próximo como a si mesmos e não mais haverá disputas entre deuses. Deus é único, o que muda é basicamente a nomenclatura.

Jesus foi o  maior homens que já pisou na Terra, bem como Buda, bem como Krishna, bem como Maomé e  alguns outros. Saõ todos grandes homens que fazem parte de um todo maior. Nosso planeta só irá evoluir de fato quando não houverem mais religiões. 

Sim todos nós somos padres, pastores, médiuns, rabinos,babalorixás. O que  nos diferencia de fato desses "sacerdotes" é a nomenclatura;  Deus não lhes concedeu poder algum especial e nem os fez melhores que os outros.   O poder é dado igualmente a todos e cabe a cada um buscar. Esses sacerdotes precisam ser tratadas com respeito sim, o mesmo respeito que deve ser deferido a qualquer ser humano.

Somos todos iguais  e fazemos parte de um todo, apenas estamos em estágios de aprendizado diferentes, o que não nos torna melhores nem piores que ninguém.